O desafio
A intenção existe. O caminho, não.
76% da população brasileira diz que a alimentação saudável é prioridade, mas menos de 25% da população consome frutas e verduras como recomendado, e 74% já enfrentaram barreiras ao acessar serviços de saúde.
A intenção existe, mas falta um caminho simples para agir.
76%
priorizam alimentação saudável
25%
seguem a recomendação na prática
74%
já enfrentaram barreiras à saúde
Pesquisa
Por que as pessoas desistem?
Combinamos desk research, pesquisa quantitativa e entrevistas de profundidade para entender o que realmente trava a adoção de hábitos saudáveis.
Três barreiras se destacaram, frequentemente combinadas: falta de tempo, custo e acesso limitado e desmotivação ao longo do caminho. Mais de 60% dos participantes já usavam apps de saúde, mas de forma isolada e inconsistente. O recurso mais valorizado era justamente o mais difícil de acessar: consultas com profissionais.
O achado mais importante veio das entrevistas: muitas pessoas já tinham tentado cuidar da saúde antes. Começavam motivadas, mas desistiam quando as soluções eram complexas, impessoais ou exigiam uma disciplina que a rotina não permitia. O problema não era a falta de um app. Era fragmentação e falta de acolhimento.

Persona
Matheus, o usuário que já tentou antes
A partir dos padrões das entrevistas, construímos o Matheus: um jovem adulto preso em ciclos de motivação, tentativa e desistência. Três necessidades dele guiaram todo o design:
Sentir progresso sem pressão: sem contadores agressivos
Ter tudo em um lugar, sem precisar alternar entre 4 apps
Baixa barreira de entrada: se o onboarding for longo, ele nem começa

Estratégia e priorização
Do mapa de jornada ao MVP
Mapeamos a jornada do Matheus e criamos um Service Blueprint para alinhar a experiência visível com os processos de suporte. Com uma Matriz de Impacto × Esforço, definimos o MVP em três funcionalidades de maior valor:
Teleconsultas
Agendamento simplificado com profissionais de saúde
Hábitos
Dashboard de acompanhamento com progresso sem pressão
Conteúdos
Recomendações personalizadas de saúde e bem-estar


Do wireframe ao teste
Onde o design quebrou e o que isso revelou
Passamos por Crazy 8, wireframes em papel e prototipagem no Figma. Depois, testamos com usuários reais.
Tarefas simples como marcar check-up tiveram 100% de sucesso. Mas a tarefa "Agendar Retorno" teve apenas 50%, com falha e abandono registrados. O fluxo de reagendamento estava enterrado dentro de submenus de exames e receitas. O usuário simplesmente não encontrava.
1º teste
50%
de sucesso no reagendamento
Fluxo enterrado em submenus de exames e receitas
2º teste
100%
de sucesso no reagendamento
Card de retorno na tela inicial, visível logo ao abrir o app

O redesign
A solução estava onde o usuário já olhava
A solução foi trazer o reagendamento para a tela inicial, em um card visível ao abrir o app. Se é algo que o usuário faz com frequência, precisa estar onde ele olha primeiro.
No segundo teste, o reagendamento atingiu 100% de sucesso, contra 50% na versão anterior.

Design visual
Uma estética que acolhe, não cobra
O Vital se afasta da estética clínica fria. A identidade usa tons de roxo (gradiente #AC6CF9 → #6C30B6) para transmitir equilíbrio entre energia e calma, tipografia Inter para legibilidade, e interfaces leves com feedback positivo em vez de cobranças.

O que aprendi
Três lições que ficam
Testar cedo salva tempo
O primeiro teste revelou o problema mais crítico do app. Descobrir isso em desenvolvimento teria custado muito mais.
Centralizar é melhor do que fragmentar
A maior dor não era falta de funcionalidade. Era ter que navegar por múltiplos lugares para resolver coisas simples.
Acolher é melhor do que cobrar
Em saúde, o tom da interface importa tanto quanto a funcionalidade. Quem já falhou antes precisa de progresso sem pressão.

