O desafio
A ferramenta existia, mas a experiência precisava evoluir!
A plataforma era usada diariamente por gestores de frotas para controlar manutenções de veículos. Funcionava, mas o módulo de Manutenção ainda tinha cara de planilha: linhas de dados sem diferenciação visual, uma única forma de consultar informações e formulários que tiravam o operador do contexto.
A empresa já havia dado um primeiro passo de modernização usando Figma Make (uma ferramenta de IA para gerar protótipos), mas os resultados precisavam de bastante refinamento. A IA gerou layouts, mas não resolveu questões de usabilidade, consistência entre as seções e priorização das informações.
Foi aí que entramos.
3
abas — era tudo o que o módulo antigo oferecia
0
KPIs — nenhum indicador de performance visível
Análise
Entendendo o que precisava mudar
Começamos por uma análise de similares. Estudamos plataformas concorrentes de gestão de frotas e manutenção para entender como o mercado resolvia problemas parecidos: quais padrões de interface eram comuns, como organizavam a informação e onde havia oportunidades de fazer melhor. Isso nos deu uma base de referência antes de mexer em qualquer tela.
Depois, analisamos os protótipos gerados pela IA junto com a interface legada e identificamos três problemas principais:
Informação fragmentada.
O operador precisava navegar por várias telas para entender a situação de um único veículo. Não existia uma visão consolidada do que estava acontecendo.
Tudo com o mesmo peso.
Prioridades críticas e itens de rotina apareciam da mesma forma na tabela. Para encontrar o que era urgente, era preciso ler linha por linha.
Formulários que tiram do contexto.
Criar ou editar um registro abria uma página inteira nova. O operador perdia a referência de onde estava e o que estava fazendo.
Processo
Reorganizar, padronizar, simplificar
Nova estrutura do módulo
Reorganizamos o módulo de 3 para 7 seções, cada uma com um propósito claro: Overview, Assets, Issues, Work Orders, Schedules, Inspections e Parts. Todas seguindo o mesmo sistema de componentes.
Cards como padrão
Criamos um sistema de cards reutilizável para todas as seções: header com identificação do veículo e badges de status, corpo com informações-chave que se adaptam ao contexto. O mesmo padrão funciona para issues, ordens de serviço, inspeções e agendamentos.

Dashboard com indicadores
Desenhamos o Overview com KPIs que dão visão imediata do estado da frota: ativos fora de serviço, ordens abertas e serviços atrasados. Informações que antes exigiam navegar por várias tabelas passaram a aparecer em uma tela só.

Modais para ações rápidas
Substituímos os formulários em página inteira por modais para criar, editar e visualizar detalhes. O operador consegue agir sem perder o contexto da tela onde está.

Antes e depois
O que muda quando a informação tem hierarquia
A mesma informação, apresentada de formas diferentes. Na versão antiga, o operador lia cada linha para encontrar o que era urgente. Na nova, badges de status, priorização visual e KPIs ajudam a identificar o que precisa de atenção.
Antes
Tabela de Orders sem indicadores visuais de prioridade, navegação restrita, formulários em página inteira.
Depois
Work Orders com cards organizados por status, hierarquia clara, informações escaneáveis e ações rápidas.
3→7
seções do módulo
0→3
KPIs no dashboard
O que aprendemos
Três lições desse projeto
IA é ponto de partida, não solução final
As ferramentas automatizadas geraram uma base, mas a consistência entre seções, a hierarquia de informação e a adaptação ao contexto real dos usuários precisaram de decisões de design que a IA não fez.
Redesign não é recomeçar do zero
O produto já estava em uso e as melhorias precisavam parecer evolução, não ruptura. Os usuários já tinham um jeito de trabalhar e o desafio era melhorar sem desorientar.
Trabalhar em inglês vai além do idioma
Acompanhávamos as reuniões com stakeholders em inglês e traduzíamos o feedback em decisões de design. Entender o que o stakeholder realmente precisa, além do que ele diz literalmente, faz parte do trabalho.


